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Diagrama de Dispersão: o que é, como interpretar e mais

Atualizado: 3 de mai. de 2023



O diagrama de dispersão é uma ferramenta gráfica que permite visualizarmos com clareza a correlação entre duas variáveis nos negócios de uma empresa. Muito utilizada como uma ferramenta de qualidade, o diagrama aponta tendências e padrões.


Cada coleção de pontos dentro de um gráfico como esse conta uma história, especialmente se a empresa souber selecionar os dados mais adequados para o que ela pretende avaliar ou medir.


Portanto, um diagrama de dispersão pode ser muito útil para responder questões estratégicas para seus negócios, como veremos adiante. 


Se você quer saber, por exemplo, se um treinamento em vendas está sendo eficiente, uma boa forma de encontrar uma resposta é através deste diagrama. Compare o número de horas de treinamento com o resultado em vendas e analise o gráfico.


Mas nem todos têm facilidade em visualizar um gráfico e extrair todas as informações relevantes contidas ali. Para isso, a tecnologia pode ajudar muito. 


Continue lendo para saber como o diagrama de dispersão associado com o software adequado pode transformar seus negócios.


O que é diagrama de dispersão? 

Há muitas ferramentas no mercado que podem ser utilizadas para você compreender o desempenho de sua empresa, dentre elas, o diagrama de dispersão. 


Trata-se de uma ferramenta de qualidade que se utiliza de um gráfico de pontos para comparar duas variáveis numéricas. Cada ponto representa determinado valor no eixo horizontal e vertical, por isso, é possível compreender a correlação entre eles e traçar uma

relação de causa e efeito. 


Vejamos o exemplo clássico: “reduzir o preço do meu produto faz aumentar as vendas?”.


No diagrama de dispersão, essa correlação fica visualmente clara, bastando que o gestor saiba interpretar o que representa os pontos no gráfico. 


Quando uma variável cresce enquanto outra diminui, dizemos que há uma correlação negativa. Por outro lado, quando ambas sobem ou descem, dizemos que há uma correlação positiva. 


O gráfico de dispersão também pode apontar para uma realidade em que as variáveis não têm correlação, ou uma correlação positiva/negativa forte, perfeita ou fraca.


Como veremos mais adiante, manchas gráficas mais ou menos concentradas dizem muito sobre a correlação das variáveis analisadas. 


Além disso, esse tipo de ferramenta é uma das melhores para quem deseja acompanhar uma tendência. Com um cruzamento de dados eficiente, é possível extrair as melhores informações e visualizar tendências de crescimento, queda, ou ainda, de estagnação.

Uma ferramenta poderosa, não? 


Vejamos então como ela pode ser aplicada em várias esferas de seus negócios. 



Para que serve o diagrama de dispersão? 

Como visto, o diagrama de dispersão pode ser uma excelente ferramenta para diagnóstico e acompanhamento de tendências. Além disso, é muito útil para traçar uma relação de causa-efeito entre variáveis de um negócio. Mas a ferramenta tem outros potenciais.


Um diagrama de dispersão também demonstra agrupamentos, padrões e, ao mesmo tempo, destaca pontos fora da curva, ou seja, aqueles que estão longe da tendência do gráfico, e que podem ser objeto de investigação para compreender melhor o cenário da empresa.


Utilizá-lo em seu quadro de business intelligence pode ser extremamente útil para responder algumas questões estratégicas de seus negócios como, por exemplo, desempenho de determinados produtos, custos dos setores, tendências de vendas e do mercado etc.


Um gráfico deste tipo é útil tanto na descoberta das causas de determinado problema nos processos organizacionais quanto para validar hipóteses e soluções.


Com um software adequado, como o Moki, é possível até mesmo avaliar processos e fatores de risco e se antecipar a problemas e gargalos de produção. Ele auxilia no mapeamento de dados sensíveis para os negócios, facilitando a comparação entre variáveis e a visualização de gráficos.


Veja o caso, por exemplo, de um checklist de segurança do trabalho. Com ele é possível extrair dados sobre procedimentos, ambientes e equipamentos e comparar informações para compreender a relação, por exemplo, entre horas trabalhadas e índice de acidentes.

 
 

Como fazer o diagrama de dispersão? 

O diagrama de dispersão pode ser criado em planilhas ou softwares que vão ajudá-lo a visualizar os dados e buscar tendências e padrões. 


Ao utilizar um software como o Moki - que facilita tanto a captura de dados internos quanto os provenientes de auditorias, pesquisas e inspeções, como também o cruzamento destes dados com informações externas, apresentando-os em gráficos e tabelas dinâmicas - o diagrama de dispersão ganha recursos ainda mais poderosos.


O procedimento a seguir é um passo a passo para obter o máximo dos dados coletados com sistemas de gestão dentro de sua empresa.


Escolha dos dados 

Para coletar os dados e analisar as informações necessárias e relevantes associadas a eles é preciso que os objetivos da empresa estejam claros. Algumas empresas tendem a acreditar que coletar um grande volume de dados é suficiente para uma análise estratégica de seus negócios. Não é!


Os dados ideais são aqueles coletados de forma aleatória, porém, tendo em vista o que exatamente a empresa pretende alcançar. Ou seja, mirando na hierarquia de problemas e objetivos de seus negócios. 


Lembre-se sempre: quais indicadores são essenciais para sua empresa? É neles que você deve focar ao coletar dados para análise. E o que significa que os dados são aleatórios? Significa que foram coletados de modo não viciado, ou seja, de forma espontânea.


Além dos dados produzidos pela própria empresa em seus negócios regulares, é possível também utilizar dados de entidades públicas e privadas que disponibilizam informações setoriais e podem ser úteis para o objetivo da análise a ser conduzida.


Dados e publicações governamentais, associações profissionais, portais de notícias e jornais, artigos científicos e portais acadêmicos podem ser excelentes fontes de dados para alimentar seu gráfico de dispersão e comparar variáveis internas e externas. 


Exemplo: “O índice de inflação do período influenciou minhas vendas?”, “O valor do câmbio altera minhas vendas. Mas trata-se de uma correlação positiva forte ou fraca? Outras variáveis estariam envolvidas?”. 


Montagem da tabela 

Agora que você decidiu quais são as duas variáveis a serem analisadas, chegou o momento de montar sua tabela. 


Os dados, para serem analisados, precisam estar ordenados. A cada ponto a ser inserido no eixo horizontal corresponderá a outro ponto do eixo vertical e isso deve ser feito ordenadamente. 


É necessário montar uma tabela com os respectivos valores do eixo x (horizontal) e y (vertical) numa lógica de ordenação. 


Então, tomemos como exemplo um gráfico que avaliará duas variáveis ao longo de um ano. Você precisará de uma tabela dividida em doze linhas e duas colunas – uma linha para cada mês e uma coluna para X e outra para Y, respeitando a sequência de meses.


Claro que esse processo de criação de tabelas fica muito mais fácil quando implementado dentro de um software como o Moki, que além de ser intuitivo e visualmente atraente, cruza dados com maior facilidade e em tempo real. 


Dados que podem ser compartilhados por dispositivos móveis com toda a equipe envolvida.


Construção de gráfico

Na construção do gráfico, você transfere os pontos correspondentes ao encontro de X e Y em cada ocorrência. No exemplo acima, você marcará no gráfico um ponto de encontro de X e Y a cada mês de referência. 

Aqui, novamente, o Moki vai auxiliálo na criação de um gráfico intuitivo, de fácil visualização e análise.


Análise de resultado 

Agora você avaliará a disposição dos pontos no gráfico para avaliar se há uma correlação negativa, positiva ou nula, e qual a intensidade da relação. Portanto, é hora de identificar um padrão visual.


Você vai notar que alguns diagramas ficam com pontos bem concentrados, como uma enorme mancha escura, outros ficam com os pontos dispersos. Alguns parecem obedecer a um padrão, outros parecem não ter padrão algum. Vamos analisar cada uma dessas hipóteses mais adiante.


Ter um software que valida a relação de causa e efeito, que cruza indicadores e confirma seus levantamentos é crucial nesta etapa. Na verdade, é o que pode transformar uma mera coletânea de dados em estratégia de negócios, de fato.


Qual a relação entre as variáveis? 

Para facilitar a identificação de um padrão, você pode traçar uma reta para ligar os pontos no gráfico. Com a reta fica mais fácil visualizar correlações negativas e positivas e sua intensidade, pois dependerá da maior ou menor concentração dos pontos em relação à reta, como veremos a seguir.


Correlação negativa 








Se uma variável do diagrama tende a diminuir enquanto a outra variável tende a aumentar, então entre elas existe uma correlação negativa. 


Ao traçar uma reta que ligue boa parte destes pontos, você vai verificar que ela é decrescente, ou seja, ela se inicia lá no topo do gráfico e depois vai descendo.


Quanto maior for a ocorrência de um dos dados, menor a dos outros dados em análise. Exemplo prático: a relação entre estoque e preço de um produto tende a ser negativa. Quanto maior o estoque de um produto, menor o preço dele.


Correlação positiva









Se as duas variáveis do diagrama tendem a diminuir juntas ou aumentar juntas, então entre elas existe uma correlação positiva. 


Ao traçar uma reta que ligue boa parte destes pontos, você vai verificar que ela é crescente, ou seja, ela se inicia lá na base do gráfico e depois vai subir.


Exemplo: a relação entre valores gastos com marketing e número de peças de roupas vendidas. Pode ser que essa relação seja positiva, caso suas campanhas de marketing sejam efetivas.


Correlação nula 








Se há uma grande dispersão entre os pontos e você não consegue visualizar uma tendência, significa que, aparentemente, não há correlação entre elas. 


Exemplo: a relação entre a idade dos colaboradores e suas metas de vendas. Pode ser que não haja um padrão aí, o que demonstra que a idade não influencia na capacidade de um vendedor.


Dispersão dos pontos 

A dispersão de pontos num diagrama pode indicar o grau de associação e correlação entre as duas variáveis em análise. Vejamos a seguir como você pode interpretar esse aspecto do gráfico.


Fraca








Pontos dispersos no entorno da reta traçada indicam correlação fraca. Ou seja, você até verifica que há uma correlação, dada a linha que é possível traçar entre os pontos, porém, os pontos ficam dispersos e não se avolumam próximo à reta.


Forte 








Os pontos estão tão concentrados próximos à reta, de modo que é possível inferir que há, sim, uma forte correlação entre os fatores. É possível visualizar uma mancha gráfica escura próximo à reta.


Perfeita








A correlação perfeita é quando todos os pontos formam uma reta perfeita. Ou seja, todos os pontos estão dentro da reta, com uma distância constante entre si, formando um padrão perfeitamente identificável. 

Observe que a construção de gráficos e tabelas de forma improvisada não auxiliará no processo. Para se antecipar a cenários, descobrindo tendências e correlações entre variáveis de um negócio, o ideal é contar com tecnologias de cruzamento de dados e análise de gráficos.


Conclusão

O diagrama de dispersão é uma ferramenta de qualidade que pode trazer respostas cruciais aos seus negócios e assegurar a excelência através da correlação de fatores e descoberta de tendências em sua empresa ou área de atuação.


Para implementar ferramentas como essa, é fundamental mapear processos e definir quais perguntas serão respondidas pelos gráficos. Ou seja, quais dados deverão ser colhidos para que os resultados estejam em consonância com as perguntas que você precisa obter.


Uma forma eficiente de saber quais variáveis devem ser comparadas é através da criação de checklists, pois eles facilitam o acompanhamento dos processos dentro de uma empresa, levantando dados sobre áreas-chave para seus negócios.


O Moki é um software de gestão que vai ajudá-lo a identificar pontos de análise onde variáveis precisam ser comparadas, além de ser fundamental como ferramenta de coleta e análise de dados. 


Ele cruza dados estratégicos e apresenta os resultados em forma de diagrama de dispersão dentro do próprio sistema. Além de produzir relatórios que complementam e facilitam a análise das informações obtidas pelo diagrama de dispersão.


Uma organização que conta com a tecnologia para implementar ferramentas de qualidade está a muitos passos à frente da concorrência.


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